quinta-feira, 19 de setembro de 2013

AMOR REAL

SÓ O AMOR É REAL

Gosto de pensar nas relações das almas como algo semelhante a uma grande árvore com mil folhas. As folhas que estão no nosso ramo são-nos intimamente próximas. Podem mesmo partilhar Experiências, experiências de alma, connosco. 

Podem existir três ou quatro ou cinco folhas no nosso ramo. Também estamos muito próximos das folhas que estão no ramo ao pé do nosso. Partilhamos o mesmo tronco. São-nos próximas, mas não tão próximas quanto as do nosso 
ramo. Prosseguindo este tipo de raciocínio, à medida que percorremos a árvore, temos de concluir que estamos ainda relacionados com as folhas ou almas mais distantes, mas não de forma tão íntima como com as que estão na nossa proximidade imediata. Somos todos parte de uma árvore, de um tronco. Podemos partilhar experiências. Conhecer-nos mutuamente. Mas as do nosso ramo são as mais íntimas. 
E há muitas outras árvores nesta bela floresta. Cada árvore está ligada às demais através do sistema de raízes no solo. Assim, apesar de haver em árvores distantes folhas que parecem nada ter a ver connosco, a verdade é que estamos ligados a elas também, mesmo remotamente. Todas as folhas estão relacionadas entre si. Mas estamos mais intimamente ligados às da nossa árvore. E mais ainda às que estão no nosso ramo. E quase somos unos com as que nos rodeiam, no mesmo ramo. 
Provavelmente conheceu outras almas mais afastadas na sua árvore em vidas anteriores. Pode ter tido muitas relações diferentes com elas. As suas interacções podem ter sido extremamente breves. Mesmo um encontro de trinta minutos pode tê-lo ajudado a aprender uma lição, ou ajudado os dois, como é geralmente o caso. Uma dessas almas pode ter sido o pedinte na estrada a quem deu uma esmola, o que lhe permitiu estender a sua compaixão a outro ser humano e permitiu que quem recebeu aprendesse sobre receber amor e ajuda. Você e o pedinte podem nunca mais ter-se encontrado nessa vida, mas mesmo assim fazem 
parte do mesmo drama. Os encontros variam em duração - cinco minutos, uma hora, um dia, um mês, uma década ou mais - é assim que as almas se ligam. As relações não se  medem por tempo, mas por lições aprendidas.

autor: Brian Weiss